Ectoparasitas no gado: como prevenir e tratar

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Gado infectado com ectoparasitas não rende e não produz em quantidade e qualidade esperadas. Os prejuízos superam 20% na redução de ganho de peso. Por ser um dado muito considerável na pecuária, esteja atento e aprenda aqui como prevenir e tratar esse problema.

Por viverem em ambientes externos, os bovinos estão sujeitos a diversos problemas que impedem um progresso na produtividade. Em pequenas e grandes extensões de terras, o pecuarista precisa implementar cuidados para evitar que o pior aconteça: ao invés de lucrar, ter prejuízos devido a um manejo mal realizado.

Caso o seu gado esteja passando uma infestação, chegou o momento de agir. Pare agora mesmo de ver seu dinheiro indo para o ralo e o sofrimento dos animais.

Entenda nas próximas linhas tudo o que é possível para salvar sua propriedade e se tornar um produtor de sucesso.

 

Neste conteúdo, você terá acesso aos temas:

 

O que são ectoparasitas?

 
No geral, os ectoparasitas vivem no animal, mais especificamente na superfície ou cavidade, durante a fase parasitária. Os carrapatos e moscas se encaixam nesse grupo.

Mesmo com os animais vivendo em ambientes externos, fazer o controle dos ectoparasitas é necessário. Impedir uma infestação que traga problemas de saúde ao animal faz parte da atuação do pecuarista.

Ainda, os prejuízos que esses pequenos seres vivos causam na pecuária são enormes. Desde queda na qualidade, mas também na quantidade do produto produzido, carne ou leite, até os gastos com tratamento entram na lista vermelha de uma propriedade que visa lucra e crescimento. Só a mosca do estábulo, por exemplo, causa a perda de 350 milhões de dólares por ano devido a queda no rendimento.

Então, se você está passando por esse problema, chegou o momento de resolvê-lo já! Afinal, perder dinheiro não está entre as suas metas.

 

ectoparasitas em gado vaca
Infestação de ectoparasitas no gado reduz a produtividade e causa prejuízos. – Foto: divulgação

Moscas

 

Estão em todo o lugar. Porém, o importante é evitar determinadas espécies e até a proliferação de muitas delas. Nas propriedades rurais, é muito comum encontrá-las.

Algumas ações ajudam evitar a presença desse inseto. A limpeza da propriedade, por exemplo, é um deles. E não é só na sede, os pastos, currais e demais espaços onde os bovinos circulam precisam também passar por um rotina que elimine os atrativos das moscas.

Fezes, acúmulo de lixo e alimentos não descartados devidamente, restos de ração acumulados no cocho. Todos esses itens atraem os ectoparasitas em excesso.

A solução é inserir atividades que os eliminem e também mantenha-os afastados. Ou seja, a prevenção continua sendo a principal arma para que produção não tenha uma queda considerável, a ponto de parar o seu negócio.

Nas próximas linhas vamos conhecer com mais detalhes cada um dos ectoparasitas que podem estar causando problemas no seu negócio.

 

Moscas dos chifres

Causa dor e desconforto aos bovinos devido o número de picadas por dia. Por não se sentir bem, o animal não come, fica apático e deixa de produzir como deveria.

O estresse é um dos piores inimigos do ganho de arroba. E, sinceramente, amigo produtor, além de perder dinheiro, para que ter animais e deixá-los sofrendo? Nesse caso, você estará pagando para trabalhar.

A reprodução dessa espécie é muito rápida. Uma única mosca pode botar 300 ovos. Ela deixa o bovino apenas para botar os ovos nas fezes espalhadas no pasto. A infestação acontece, geralmente, no rebanho que não tem a prevenção por meio de inseticida.

Com isso, evitar essa espécie ao máximo garante que grandes problemas fiquem bem longe do seu lucro.

O impacto da mosca dos chifres é tão grande que temos conteúdos apenas sobre o tema:

 

 

Mosca dos estábulos

A mosca dos chifres deixa o animal apenas para botar os ovos. Já a mosca dos estábulos deixa o bovino após a picada. Por mais que não fique aquela infestação em cima do animal, a prevenção precisa estar inserida no protocolo sanitário da propriedade.

As propriedades que atuam com a cultura de cana de açúcar ou em regiões próximas a plantações tendem a sofrer mais ataques. Principalmente, na época das chuvas. O uso de cama de frango também é um atrativo.

Quando não controlada, o produtor sente no bolso, literalmente. De acordo com a Embrapa, um gado de corte acometido pela infestação da mosca dos estábulos chega a perder até 20% no ganho de peso.

Já o de leiteiro passa a 50% a queda na produção de leite. É um número muito relevante e significativo quando se trata de produtividade.

Para fugir da mosca, os animais ficam agrupados, não consomem ração e nem bebem água. Os resultados são os números citados acima.

A prevenção é feita nos cuidados diários de higiene e evitando o acúmulo de resíduos de cana.

 

Controle bem os gastos e entenda seu fluxo de caixa

 

Nesses casos de prejuízos, todo o investimento em insumos, ração, animais, estrutura ficam inválidos. E para que isso não aconteça, reforçamos novamente, a prevenção é o que vale.

Diante de tudo o que você compra e venda, tenha tudo muito bem contabilizado. Dessa forma saberá o quanto está lucrando, se está com prejuízos e qual é a prioridade no momento entre escolher uma nova melhoria na propriedade.

E se você está se perguntando o que as fianças da pecuária tem em relação com os ectoparasitas, te respondemos agora: tem tudo a ver! A pecuária de sucesso é resultado de um fator de conjuntos que precisam e devem caminhar juntos.

Como montar um cronograma de atividades, como aplicação de inseticidas ou solicitar a consulta de um veterinário ou zootecnista se você não faz ideia do quanto tem em caixa?

Você precisa começar agora mesmo. Tire da gaveta todos os comprovantes e notas fiscais do que comprou no último mês.

Uma hora ou outra, você vai entender que ter esses dados na mão melhora não só a organização, mas te orienta sobre e como seguir para os próximos passos.

O preenchimento é simples e demanda pouco tempo, quando a atualização é feita com frequência. Assim como o gado precisa comer todo dia, a sua gestão financeira também merece atenção.

 

Então, comece o seu controle financeiro já!

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Carrapato do boi está entre os ectoparasitas

 

Além das espécies de moscas citadas anteriormente, o carrapato do boi faz parte do grupo dos ectoparasitas. Esses são bem conhecidos e podem ser vistos frequentemente nas rebanhos e lotes, ainda mais quando a produção usa raças europeias.

Os animais de origem na Europa têm menos resistência. Então, fica uma dica para quando estiver na fase de escolha das raças.

Entre as doenças transmitidas pelo carrapato estão a tristeza parasitária bovina, além da anemia, febre e indisposição.

Sabemos que ao se deparar com animais com esses sintomas bate aquele desespero. Por isso, aplicar o tratamento estratégico nos meses de julho a setembro está entre as medidas de controle mais recomendadas pelos especialistas em saúde animal.

No momento da escolha do carrapaticida, fique atento aos princípios ativos. A resistência é um problema muito comum e que não proporciona o efeito esperado do produto. A solução é fazer uma troca frequente do produto e da química utilizada.

Se o carrapato é o ectoparasita que está impedindo o progresso da sua pecuária, então, leia as seguintes orientações:

 

ectoparasitas no pasto
A limpeza do pasto e demais áreas da propriedade é uma das formas de prevenir a presença de ectoparasitas. – Foto: Boy Fotógrafo

Como prevenir ectoparasitas no gado?

 

Em primeiro lugar, estabelecer um bom protocolo de limpeza na sua propriedade. Em segundo lugar, seguir um calendário para aplicação de inseticidas e carrapaticidas.

No assunto limpeza, não é simplesmente a retirada do acúmulo de lixo. Os dejetos dos animais, quando em grande quantidade, afeta o bem-estar até mesmo dos humanos e outros seres vivos que circulam e vivem no local.

Além da aplicação e cuidado com o uso dos produtos, o sistema ILPF pode ajudar bastante: Sistema ILPF aumenta a arroba do gado?

Uma das formas de evitar o adoecimento rápido dos bovinos é mantendo a saúde e imunidade em dia. E como fazer isso? Oferendo no cocho o que o gado não encontra no pasto e dando condições para que o organismo absorva tudo o que consome.

Apostamos que você já teve a sensação de que mesmo promovendo as práticas de oferecer um pasto saudável, o seu gado não engorda como o planejado. Aí que está o foco.

O pasto, por si só, não tem condições de nutrir o gado sozinho. Portanto, é preciso uma força extra. Por isso que o sal proteinado e o sal mineral estão entre as prioridades dos pecuaristas que lucram alto.

E, convenhamos, o que te impede de oferecer esse tipo de suplemento? Você mesmo pode fazer o seu sal proteinado. A receita é simples e com ingredientes encontrados facilmente no comércio. Aprenda como fazer a receita: clique e receba o passo a passo agora sem pagar nada. 

 

Por que oferecer sal para gado?

 

Quando uma propriedade é invadida por ectoparasitas, as chances de sofrimento dos animais são grandes. E quanto mais forte e saudável o organismo estiver, menores serão as consequências.

Alguns produtores oferecem o sal na época da seca, o que já é uma ótima solução para a perda de peso tão comum nesse período. Entretanto, o ideal é que o sal faça parte da pecuária todos os meses do ano.

Na seca, use o proteinado, quando a falta de proteínas é maior. E nas águas ofereça o sal mineral, já que esses elementos são encontrados em menor quantidade no pasto.

Como resultado, você terá condições de comercializar bovinos o ano todo, principalmente na entressafra, quando o preço do boi é mais alto devido a falta de oferta no mercado.

A partir dessas informações, estabeleça uma estratégia nutricional na sua propriedade. Os resultados chegam na balança e a qualidade do produto se torna superior ao que você está produzindo hoje.

Entenda mais o que cada suplemento pode fazer pelo seu negócio hoje:

 

 

 

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Referência

Controle parasitário de bovinos de corte em sistemas de integração. Capítulo 12. Sistemas de integração lavoura-pecuária-floresta: a produção sustentável.

Embrapa dá dicas para evitar surtos de mosca-dos-estábulos. Manejo de Pragas. Canal Rural.

 
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