Como aditivos funcionam na digestão dos ruminantes?

Não basta fornecer a nutrição no cocho. Para ter os resultados esperados, é preciso acompanhar e monitorar não só o consumo, mas também processos que agregam e potencializam a engorda. E a digestão dos ruminantes tem um papel muito importante na absorção dos nutrientes e elementos necessários para o bom funcionamento do organismo.

Nesta dica, vamos aprender não só a importância dos aditivos, como o impacto da digestão.

 

Por que a digestão dos ruminantes tem papel essencial? 

 

A digestão dos ruminantes envolve vários processos. É por meio dela que o animal obtém energia, a partir dos alimentos digeridos. Isso acontece devido a presença de micronutrientes no rúmen.

Para que isso aconteça, é necessária a fermentação ruminal. Esse processo só é realizado por meio da presença de microorganismos como fungos, bactérias e protozoários.

Infelizmente, em todo o processo de absorção de nutrientes, há uma perda de 12% de energia, que se transformaria em ganho de peso.

As responsáveis por essa perda são as bactérias gram-positivas presentes no rúmen. Daí, parte a necessidade de aditivos que podem reduzir essa perda ao melhorar a retenção de energia.

Ao manipular a fermentação ruminal, os aditivos geram alteração na composição dos microrganismos. Isso torna a digestão mais eficiente e auxilia na redução de gases que causam o timpanismo.

Se esse for um problema na sua propriedade, sugerimos a leitura: Como evitar o timpanismo no gado.

 

Como aditivos funcionam na digestão dos ruminantes?
Como aditivos funcionam na digestão dos ruminantes? – Foto: Pixabay

Aditivos 

 

Segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), a definição de aditivo é substância que é adicionada propositalmente ao alimento oferecido aos bovinos. O objetivo é não só converter. Mas também intensificar os componentes ali contidos. Ou até mesmo modificar as propriedades. Essa inserção não deve prejudicar o valor nutritivo do que é oferecido no cocho. Ainda, pode modificar os processos de digestão dos ruminantes que não funcionam normalmente.

Com o uso, há manipulação da fermentação ruminal dos bovinos, tornando a digestão mais eficiente.

Entre os aditivos, está a virginiamicina. É um antibiótico, considerado não-ionóforo. Com o uso aprovado no Brasil, é uma substância que apresenta efeitos positivos no ganho de peso. E ainda na eficiência alimentar dos bovinos.

Outro benefício muito importante é a redução da incidência de diarréia. É essencial na fase de crescimento e terminação dos bovinos.

A monensina é outro aditivo que também auxilia com a digestão. É um ionóforo que auxilia na perda de energia, evitando-a, ao melhorar o padrão fermentativo ruminal.

Complemente o conteúdo:

 

Probióticos 

 

Os probióticos são outros aliados na digestão de ruminantes. São produtos baseados em organismos vivos que se estabelecem no trato digestivo, incluindo o intestino. Além de proporcionar maior digestão, protege contra disfunções fisiológicas e doenças.

O uso é seguro, com aprovação do FDA (Food and Drug Administration), que é o órgão americano correspondente à nossa Anvisa. A orientação da Embrapa, é que no momento da compra, adquira sempre o produto de empresa confiáveis. Peça sempre indicação de colegas e pesquise as referências no mercado.

Para saber mais sobre os benefícios, acesse a dica: Aditivos probióticos e prebióticos: quando e como usá-los.

Quer mais dicas? Conheça nosso canal de vídeos sobre pecuária: Boi Saúde no YouTube.

 

Referência:

Aditivos alimentares na nutrição de bovinos de corte. Nutrição Animal. Capitulo 7. Embrapa.

UTILIZAÇÃO DE ADITIVOS MODIFICADORES DA FERMENTAÇÃO RUMINAL EM BOVINOS DE CORTE. Revista em Agronegócio e Meio Ambiente, Maringá (PR) DOI: 10.17765/2176-9168.2019v12n1p287-311.

 
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