Diferenças entre sal proteico energético da seca e água

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Qual a diferença e como fazer sal proteico energético de seca e de água? Como cada período demanda manejo e estratégias nutricionais específicas, de acordo com a escassez e qualidade do pasto, atender todas as necessidades do gado é fundamental.

Mas antes de começar, você sabe o que é esse tipo de sal? Nada mais que uma forma econômica de manter o peso do rebanho ou ganhos moderados de até 200 gramas por animal ao dia. Claro que esse resultado depende muito da qualidade do seu pasto.

 

Sal proteico energético nas águas

 

Por que oferecer esse tipo de sal nas águas? A justificativa da Embrapa é clara maximizar a utilização do pasto pelo fornecimento de energia, proteína, minerais e ionóforos.

A indicação de uso nessa época abundante em pastagem e chuvas é quando a propriedade tem pasto com deficiência de proteína. As braquiárias quando não adubadas com nitrogênio correm esse risco.

Nível de fornecimento: sal protéico – 1 g/kg de Peso Vivo de animal por dia; concentrados – 2,5 a 4 g/kg de PV/animal/dia para a recria e de 5 a 8 g/kg de PV/ animal/dia para a engorda.

Fique atento para que o consumo não ultrapasse 1g/kg de peso vivo/animal/dia.

 

como fazer sal proteico enérgetico
Diferença do sal proteico energético da seca e água. – Foto: Pixabay

Sal proteico energético na seca 

 

Em primeiro lugar, na seca, o objetivo é reduzir taxas de perdas de peso vivo, manter peso vivo ou, até mesmo, alcançar ganhos moderados de cerca de 200 g por vaca/dia, dependendo do pasto.

Em segundo lugar, assim como nas águas, o consumo não pode ultrapassar o consumo de 1 g/kg de peso vivo, por exemplo.

Para se ter um exemplo, é preciso ajustar a dose da seguinte forma: vaca de 400 kg deveria consumir 400 g de sal protéico/dia. Nessa época, o abastecimento com esse sal deve ser a cada quatro dias.

Quer aprender a fazer seu próprio sal proteico energético? Te orientamos passo a passo no link: Como fazer sal proteico energético?

Em terceiro lugar, além do proteico energético, o sal proteinado é outro suplemento que rende bons resultados. Caso ele seja a sua escolha, você também consegue produzir na propriedade. Clique aqui: Como fazer sal proteinado para o gado: a receita

 

Não esqueça de cuidados essenciais 

 

A água precisa estar sempre ao alcance do gado e de fácil acesso. É essencial o consumo de água durante o oferecimento do sal.

Além disso, faça limpezas frequentes do bebedouro. Escovão e produto de limpeza já são suficientes para tirar o acúmulo de sujeira, por exemplo.

Caso inclua a ureia na sua receita, não esqueça de cobrir o cocho e fazer furos para que a água não vire aquele sopão. Quando o gado a consome, o resultado pode chegar à intoxicação.

Por fim, não pare seus conhecimentos aqui, amigo produtor! Mais dicas estão disponíveis em nosso canal de vídeo. Ali, você encontra muitas orientações para melhorar sua produtividade e aumentar seu lucro. O acesso é gratuito e está disponível aqui: Boi Saúde no YouTube.

Nos vemos na próxima dica. Então, até lá!

Referência:

Suplementação de bovinos em pastejo. Embrapa Gado de Corte. documentos 108: versão ampliada da circular técnica 27 de abril de 2001

 
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