Problemas mais comuns na gestação de vaca de cria

A gestação de vaca de cria pode parecer muito simples. Porém, infelizmente, algumas propriedades enfrentam problemas que podem causar sofrimento animal para matriz e bezerro, além de prejuízos na propriedade. O produtor precisa estar consciente de que é possível prevenir esses problemas com soluções simples e sem alto custo. Vamos aprender quais são?

 

Problemas mais comuns na gestação de vaca de cria

 

Distocia bovina

 

A distocia bovina ocorre quando a vaca tem dificuldade de expulsar o feto durante o parto. O problema pode ser e origem da própria matriz ou do próprio bezerro. Nesta dica, vamos indicar quais sinais o produtor precisa prestar atenção quando uma vaca está prestes a parir e explicar mais sobre esse problema que ocorre na pecuária.

Entre todos os mamíferos, os bovinos são os mais acometidos pela distocia. As características principais são o atraso do parto e a dificuldade de parir, até a necessidade de intervenção do produtor e veterinário para completar o processo de nascimento.

As causas do problema são classificadas, entre outras como:

  • raça: cruzamentos industriais de origem da Europa;
  • novilhas: animais muito jovens podem ter uma incidência maior de distocia;
  • peso corporal como excesso;
  • condições da vaca no período pré e durante gestação;
  • estreitamento das vias fetais.

 

Retenção de placenta 

 

Uma das maiores infecções que acomete os animais em todo o país, a retenção de placenta é caracterizada quando esse órgão não é expelido até 12 horas após o parto. As causas dessa retenção, que acontece no útero, são muitas. A principal é a deficiência nutricional da matriz.

Nos últimos meses de gestação, o organismo da vaca transfere muitos nutrientes para o filhote que está em formação. O cálcio é o principal deles, que será utilizado na formação óssea do bezerro. Essa deficiência nutricional da mãe é refletida no momento do parto. E principalmente após esse procedimento, pode acontecer uma redução muito grande na produtividade leiteira e até infertilidade.

 

O que fazer em caso de retenção de placenta

 

  • Nunca force a placenta manualmente;
  • Sempre recorte a parte externa, lave a parte superior do animal com água e sabão;
  • Entre com um produto antibacteriano para prevenir qualquer tipo de infecção por bactérias e germes.

 

vacas de cria - Problemas mais comuns na gestação de vaca de cria
Problemas mais comuns na gestação de vaca de cria – Foto: Reprodução da Internet

Para prevenir o problema

 

Insira na alimentação das matrizes aditivos prebióticos e probióticos. Esses suplementos farão a conversão alimentar, seja matéria seca, seja sal mineração ou ração. Os animais mais nutridos irão reduzir  o índice de retenção de placenta a números toleráveis que são entre 3% a 5% dentro de uma propriedade.

Independentemente da vaca ser matriz ou não, a mantenha sempre com a suplementação adequada. Com a nutrição ideal e o organismo e imunidade funcionando adequadamente, o animal não desenvolve nenhuma doença. Acompanhar o dia a dia dessas vacas também é adequado. Qualquer comportamento diferenciado, o produtor ou vaqueiro pode suspeitar que algo não vai bem. Acionando o veterinário de confiança logo no início, além de evitar um possível sofrimento, os custos com o tratamento serão menores.

 

Vaca solteira 

 

A vaca solteira pode não trazer a produtividade esperada pelo produtor. Para saber como resolver o problema e evitá-lo, as dicas são simples, mas valiosas.

Mas, amigo produtor, qual animal pode ser classificado como vaca solteira? São simplesmente as matrizes que não emprenham na última estação de monta ou não estão com bezerro. Ou seja, ficaram um ano sem nenhuma gestação.

Se você atua com produção, sabe que a ausência da prenhez em uma monta pode não trazer resultados esperados.

 

Ausência de cálcio e fósforo na gestação de vaca

 

Entre os motivos de uma vaca não emprenhar, pode estar a falta de nutrientes essenciais que garantem uma boa reprodução bovina. Esses dois elementos são fundamentais e quando consumidos em baixa quantidade, há prejuízos na nutrição, reprodução e, claro, na engorda. Por isso, amigo produtor, para não estacionar toda a sua produção, não deixe de prestar muita atenção no manejo alimentar dos seus bovinos.

A falta de cálcio pode ocasionar raquitismo e alteração no desenvolvimento ósseo do bovino. No gado leiteiro, pode causar até convulsões, quando o consumo de cálcio é abaixo do necessário.

 

Fase nutricional mais crítica da gestação de vaca

 

Já citamos aqui  no blog a importância do pasto-maternidade. Para saber tudo sobre o assunto, clique na dica: Pasto-maternidade: conheça as instalações.  Além de ser um lugar que abriga os novos bezerros, é destinado a vacas que estão em fase final e também para parir. Isso tudo porque essas matrizes precisam de cuidados e atenção especial nessa fase. Esse local facilita o monitoramento dos trabalhadores que acompanham o parto. Mas também concentram no cocho, a nutrição necessária nessa época.

Os três meses finais da gestação, conhecidos como terço final, merece atenção especial. Para que o leite que será destinado ao bezerro tenha uma qualidade superior e garanta um colostro nutritivo, é preciso fazer a secagem da vaca nessa época. O corpo do bezerro se desenvolve 50% nesse período.

 

Para todos os problemas, uma prevenção 

 

A prevenção está simplesmente no cocho, amigo produtor. Com um manejo fácil e muito habitual, oferecer a nutrição diretamente, garante uma gestação de vacas sem riscos e com nascimento de bezerros saudáveis.

O sal mineral, sal proteinado e a virginiamicina não podem faltar no cocho e durante todas as fases nutricionais na gestação de vaca de cria. Inclusive no período pós-parto.

Para se informar completamente sobre o tema, acesse: Virginiamicina em matrizes: pré e pós-parto.

 
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Foto da capa: Boy Fotógrafo

2 pensou em “Problemas mais comuns na gestação de vaca de cria”

  1. Alcides Souza disse:

    Opa, gostei muito da explicação, pôs estou iniciando um pequena ., Irei precisar de informações como essa. Obrigado!

    1. José Carlos Ribeiro disse:

      Olá Alcides, obrigado pelo comentário, continue nos acompanhando!

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