Manejo de gado leiteiro: tolerância térmica

O manejo de gado leiteiro é mais delicado, pois o gado de leite sofre muito com o calor extremo, tanto que a queda na produção durante os meses mais quentes pode acontecer com frequência. Há diversas formas de amenizar a temperatura do ambiente.

Mas será que existem raças que são mais tolerantes ao calor e até mesmo ao frio do que outras?

Quando o gado está passando por estresse, não consome a quantidade de alimentação adequada. A consequência é a queda de peso.

Como a água também é um fator muito importante na produtividade, principalmente, para o gado de leite, oferecê-la em temperatura adequada também faz parte do processo.

Nesse período, a perda da produção pode chegar a 20%, segundo dados do estudo israelense Heat stress management in Israel.

 

Raças de gado de leite mais tolerantes ao calor 

 

Cada raça tem características genéticas particulares. Algumas se adaptam bem ao clima tropical brasileiro, já outras, que tem pelagem mais longa, pode sofrer mais no nosso verão, principalmente em áreas como Norte e Nordeste.

Entre as raças de gado de leite muito bem adaptadas ao nosso clima está a Girolando e também a Senepol.

A senepol tem alto desempenho produtivo e são mansos. De origem caribenha, não tem chifres e tem capacidade de ficar dias sem beber água e também sobreviver em região de pântanos, cerrados e matas, devido ao casco ser forte e resistente a essa diversidade de solos.

Para saber mais, acesse: Senepol: uma ótima opção para a pecuária brasileira. 

Já a girolando é outra referência mundial quando o assunto é pecuária leiteira. A média de produção é em torno de 5.061 kg em 283 dias. É considerada uma raça mestiça, pois é originaria do cruzamento entre a Holandesa e a Gir.

Se ficou interessado pela raça, confira a dica: Por que escolher o gado girolando para produção de leite?

 

manejo gado leiteiro
Tolerância térmica do gado de leite está ligada a genética? – Foto: Reprodução Internet

Manejo gado leiteiro para minimizar a temperatura

 

Uma das técnicas mais comuns aplicadas em países tropicais ou de tempo seco e quente é molhar as vacas e depois ventilá-las.

A água entra no pelo, faz a troca de calor com o corpo e a ventilação seca essa água, o que previne casos de gripe e pneumonia.

É preciso realmente molhar a vaca, não deixá-la apenas úmida. Só assim a sensação térmica será alterada.

A temperatura ideal para o ambiente das vacas leiteiras é entre -5 °C a 22 °C, mas se o produtor reparar, os animais ficam expostos a temperaturas bem maiores que estas em nosso país.

E mais. A água faz parte da rotina da produção de leite.

Não deixe de ler os cuidados: Água na pecuária leiteira: quantos litros oferecer por dia.

 

Nutrição para o manejo do gado leiteiro

 

Além do sal proteinado e do sal mineral, a monensina sódica é o ionóforo utilizado de forma mais intensiva na pecuária leiteira.

O uso tem foco na melhora do nível metabólico. Pode ser consumida por bezerras, principalmente as com foco em gado leiteiro.

 

E para ter uma produtividade cada vez maior, confira a dica: Diferença entre monensina sódica e virginiamicina. 

Não deixe de conferir nosso canal no YouTube: vídeos da Boi Saúde sobre pecuária

 
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4 pensou em “Manejo de gado leiteiro: tolerância térmica”

  1. ola Jose Carlos, moro no interior do Ceara minha região e muito seca, qual a melhor ração pra eu fornecer pra minhas vacas.

    1. José Carlos Ribeiro disse:

      Olá Davi, obrigado por nos acompanhar, contate-nos pelo WhatsApp que enviaremos uma excelente receita para você. Número: (17) 4141-3292.

  2. As dicas e informações dadas pela BOI SAUDE São muito importante para o criador

    1. José Carlos Ribeiro disse:

      Olá Rainier, obrigado pelo comentário, continue nos acompanhando!

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