Conhecendo um pouco mais das raças da pecuária brasileira

O Brasil tem o clima tropical predominante, porém com mudanças climáticas repentinas, e dependendo da região, como o Sul, sofre com as temperaturas abaixo de zero. Por isso, a adaptabilidade do rebanho, de acordo com a raça, é importante para se obter o melhor resultado. Portanto, conhecer as raças da pecuária brasileira é essencial para a escolha certa e aumentar sua produtividade.

Escolher uma raça que se adapte ao local que será criada é fundamental para que tenha bom desempenho desde o nascimento até o abate e responda as expectativas de mercado que espera cada vez mais uma carne de qualidade. Em nosso país, algumas raças como a Nelore, Brahman, Guzerá e Tabapuã, são classificadas como zebuínas e apresentam boa produtividade.

A raça mais predominante é a Nelore, com domínio de 85% de todo o rebanho nacional. De origem indiana, chegou ao Brasil no fim do século 18. Além de ser rústico, ativo e dócil, tem características fortes e musculatura compacta. É considerado um bom reprodutor pode ser  fértil e pela precocidade sexual. Tem facilidade para se adaptar ao período de seca, mas também em alagamentos, o que favorece a produção em diversas regiões do país, porém a criação no país é predominante no Centro-oeste. As características físicas são pelagem branca, cinza ou machada de cinza, curta e densa. O focinho é preto e as orelhas são curtas. Tem chifres.

 

Nelore é a mais produzida entre as raças da pecuária brasileira. Foto: Rubens Ferreira/Foto de Boi.
Nelore é a mais produzida entre as raças da pecuária brasileira. – Foto: Rubens Ferreira/Foto de Boi.

Outras raças da pecuária brasileira

 

Já a Guzerá é proveniente da Índia e Paquistão, chegou ao Brasil em torno de 1870, é considerada a primeira espécie de zebuíno a ser trazida para o país. As características físicas são pelagem que varia em tons de cinza, do mais claro ao escuro. Grande porte, muito fértil e resistente à seca também são características. Tem grande potencial para a produção leiteira e de corte. Atualmente, existem quase 200 mil cabeças desse tipo de gado no Brasil, com predominância na região do Nordeste. Contudo, com rebanhos em Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo.

A raça Brahman é classificada como um dos primeiros zebus a chegarem ao Brasil, entre o século 19 e 20 e devido a boa rentabilidade na pecuária de corte está presente em mais de 70 países. Tem características como boa adaptação a altas temperaturas, são rústicos e resistentes a  ecto e endoparasitas. A cor da pelagem pode variar entre vermelha e cinza. Além disso, muitos produtores no Brasil utilizam a raça não só para gado de corte, mas também para inseminação. Alguns animais nascem mochos e tem orelhas largas caídas. As fêmeas podem parir antes dos três anos de idade com possibilidade de reprodução até os 20 anos.

E por fim, a Tabapuã. Esse nome se dá pelo local de nascimento dos primeiros bovinos da raça, na cidade de Tabapuã, em Minas Gerais. É fruto do cruzamento entre o gado mocho e Guzerá e Nelore, conhecidos como raças zebuínas. Tem alto índice de fertilidade, são mochos e tem boa adaptabilidade para confinamento e tem cor da pelagem branca acinzentada. Atualmente apresenta bons resultados no clima da região Sul do Brasil.

 

Raças de Corte:
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